quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Por que não?


Dessemelhantes idades,
distintos caminhos,
diferentes amigos.
Sem querer tornou-se
minha meta e insaciavelmente,
meu medo.
Incansável amanhã, meu tal.
Minha emoção dispara ao teu ver.
Não sou mais a mesma.
Sofro as escuras,
calada na penumbra de meus desejos.
Pinto-me somente para meu ascender do monótono dia.
Minha inspiração tu levastes.
O céu afinal, desde o dia em que ti vi,
caiu sobre mim.
Por instantes, em um dia em vão não controlei
e um impulso ocasionou nossos caminhos a cruzarem.
Constrangimento agente sente quase sempre,
por fim quem quase amou nunca amou?
“Quase” por linhas, descreveu Veríssimo.
Mas amor?
Amor não constrange,
amor se esconde em nós
e nos encontra sem escolher a quem.
Nos deixa assim de bobeira,
sem querer,
perdida na ilusão de desafiar tudo.
Mas, não posso nem pensar em farejar.
Não se trata de falar, de cantar, de dançar.
Trata-se de um enredo de explodir,
Feito um furacão jamais visto,
somente resquícios enormes
e fatais deixados, criados por mim.
O que sentes são, traumatizantes, aparências.
Marginais passadas por muitos velozes.
Muitas catedrais acolhendo diferentes destinos.
Um país burocrático escolhendo os filhos da precisão.
Lembradas, dores sofridas... Carnavais.
Por ele, as presas com poses de damas a esquecer as dores,
daí a lembrança de Deus.
Das flores o resgate do mais simples
e belo sentimento, sempre vivido somente por um.
Assim, a nossa vida emborca
a espera de um dia chamado, quem sabe nunca

2 comentários:

Saulim disse...

Foi um prazer conhecer esse seu lado...
adicionei
um beijão.

Chalil Costa disse...

Tenho medo das coisas que leio!
Não tive medo de você... engraçado... acho que é porque te conheço, é, só pode ser por isso mesmo!
Adorei! Como se devem adorar algumas coisas na vida (Neruda)...
Perfeito Roberta, perfeito!

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